segunda-feira, 24 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Dependência de crack é maior entre as mulheres, aponta estudo
Dados inéditos da pesquisa nacional que mapeou o consumo de crack e cocaína no Brasil mostram que as mulheres acabam mais dependentes do pó e das pitadas no cachimbo do que os homens.
O levantamento feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indicou que o País soma 2,6 milhões de usuários destas substâncias, consumidas de forma aspirada ou fumada.
Apesar dos homens serem líderes na taxa de uso de crack e cocaína, entre as mulheres usuárias o índice de dependência foi de 54%. Já no sexo masculino, os pesquisadores detectaram que 46% são viciados, diferença de oito pontos porcentuais entre os gêneros.
Os especialistas afirmam que o organismo delas é mais vulnerável à ação dos entorpecentes. Isso explica por que elas são mais numerosas nos índices de dependência. A mesma razão também está por trás de outras estatísticas encontradas no estudo da Unifesp: 40% das usuárias relataram usar as drogas mais de duas vezes por semana contra 24% dos homens. Além disso, duas em cada dez mulheres já injetaram cocaína (20%), mais do que o dobro de usuários do sexo masculino que recorrem a esta forma de uso (8%).
Para identificar quantos usuários se enquadram nos quesitos de dependência, que envolvem sintomas psicológicos (como compulsão e depressão) e sinais físicos (tremedeira, dores de cabeça e no corpo), os pesquisadores aplicaram questionários com 42 perguntas em 4 mil moradores de todas as regiões do País, de todas as classes sociais e escolaridades. Por serem representativos do Brasil, os achados podem ser estendidos a toda população brasileira.
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A psicóloga Clarice Madruga, uma das autoras do mapa do uso do crack e cocaína no Brasil, diz que “é sabido que a progressão da dependência é mais rápida entre mulheres.”
Segundo ela, estudos anteriores já mostram quem os hormônios femininos (principalmente o estrogênio) podem estar envolvidos nesta maior vulnerabilidade.
“Este hormônio potencializa os efeitos da droga, pois a torna mais prazerosa e, portanto, aumenta o poder de dependência”, define Clarice.
A estrutura hormonal feminina já apareceu como uma das razões para as jovens entre 24 e 35 anos serem líderes em consumo exagerado de álcool, conforme detectou estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) feito com mulheres brasileiras e divulgado há quatro meses. Por causa dos hormônios, a conexão das drogas com o cérebro é mais rápida. Elas “precisam de menos quantidade e menos tempo de uso de tóxico para ficarem viciadas”, explicou Camila Silveira, pesquiatra do Centro de Informações Sobre Álcool e Drogas (Cisa) e autora do estudo da OMS feito no Brasil.
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Associadas aos fatores fisiológicos estão as questões comportamentais que favoreceram o uso de crack, cocaína e outras drogas pelas mulheres. Até 30 anos atrás, pontuam os estudiosos, não era socialmente aceito que a população feminina consumisse qualquer tipo de droga.
Na época, a razão registrada pelos centros de atendimento era de 5 homens usuários para cada mulher. Hoje, no grupo etário menor de 30 anos, a proporção já é de 1 caso masculino para 1 feminino, indicou levantamento feito pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).
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Outros números que atestam o crescimento feminino na utilização de drogas são os do DataSUS, banco virtual do Ministério da Saúde, abastecido pelos hospitais públicos e privados do País. Entre 2008 e 2001, as internações de mulheres devido o uso de substâncias psicoativas (entram na lista álcool, maconha, crack, cocaína, ansiolíticos e remédios para emagrecer, por exemplo) cresceram 21,1%, passando de 13.876 casos para 16.804, segundo levantamento feito pelo iG Saúde.
Se elas já estão mais numerosas, ainda enfrentam barreiras para procurar ajuda especializada. Nos grupos de estudo da USP e da Unifesp, as mulheres chegam com até 10 anos mais de uso crônico de drogas do que os homens. Entre as justificativas apontadas estão: vergonha, preconceito e também limitações como, por exemplo, impossibilidade de deixar os filhos em casa para ser submetida a uma internação de 3 meses.
Na primeira clínica pública de São Paulo destinada ao tratamento de drogas, inaugurada pelo governo de São Paulo em São Bernardo do Campo, até o início do ano passado, 46% dos leitos exclusivos para mulheres estavam vazios devido à baixa procura.
“Sabemos que demanda existe, mas espontaneamente elas ainda não chegam até nós”, comentou na época a psiquiatra, então responsável pelo serviço, Alessandra Diehl, atualmente membro da Associação Brasileira de Estudo sobre Álcool e Drogas (Abead).
Em resposta, algumas políticas públicas para as mulheres dependentes já começaram a ser lançadas. No Rio Grande do Sul, as agentes sociais tentam fazer o trabalho de recuperação com a paciente – quase sempre a chefe da família – e das crianças.
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Em São Paulo, o Hospital Leonor Mendes de Barros, referência de maternidade para a área central, onde está a cracolândia, foi criada uma enfermaria específica para grávidas usuárias de crack.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Modelo para apresentação de relatório
RELATÓRIO
O relatório de aula prática consiste em uma exposição escrita na qual se descrevem fatos verificados experiências e demonstrações desenvolvidas na Unidade Escolar.
LEMBRE-SE que um relatório não é feito para o próprio autor ou professor e sim para uma terceira pessoa (leitor) que, ao ler seu relatório, precisa entender perfeitamente cada passo executado. Portanto, clareza, objetividade e simplicidade são fundamentais, assim como a correção ortográfica. Verificar se há sentido nas frases.
Deve ser contínuo (não há necessidades de colocar cada parte em uma folha separada). NÃO DEVE ter capa, folha de rosto ou sumário. Apenas um cabeçalho padrão:
Nome da escola
Disciplina:
Professor:
Nomes:______________________________turma:__
• SE HOUVER ILUSTRAÇÕES: Numeração sequencial, arábica; Identificação na parte inferior (Quadro, Figura, foto) ou superior (Tabela) precedida da palavra designativa (Quadro, Tabela, Figura, foto, etc.); Com título (deve responder as seguintes perguntas; O que? Onde? Quando?); Próximo ao texto a que se refere.
• ELEMENTOS GRÁFICOS: o relatório deverá ter os seguintes elementos:
1- INTRODUÇÃO: sobre o assunto a ser relatado, incluindo breve revisão bibliográfica (leia a bibliografia indicada e escreva o que entendeu com suas próprias palavras) e identificação do local de trabalho.
2- OBJETIVOS: o que se pretende alcançar com a atividade. Pode incluir objetivos gerais e específicos. Sobre os objetivos vale a pena saber:
Conceito: É a descrição clara do que se pretende alcançar como resultado de uma atividade. São propostos conforme o assunto a ser trabalhado.
3- MATERIAL E MÉTODOS: descrever passo a passo, de forma bastante clara, todos os procedimentos adotados durante a atividade. Deve estar citado o que foi feito no projeto e não o que deveria ter sido feito. Deve possibilitar que as outras pessoas possam repetir o projeto, mas não necessariamente deve ser acompanhado de detalhes desnecessários, para evitar a redundância. Sempre expressar as orações no impessoal, utilizando voz passiva no passado. ("foi utilizando...", etc.).
4- RESULTADOS: compreende aproximadamente 50% do relatório. Os dados podem ser inseridos diretamente no texto (se houver poucos dados) ou em forma de tabelas, figuras (gráficos), fotos, acompanhados das respectivas legendas e textos explicativos. Os resultados ou conjunto de resultados que contenham algum significado científico devem estar ancorados em uma discussão. Para isto podem-se utilizar dados teóricos ou a literatura, sempre citando a Referência Bibliográfica em questão. Mesmo que os resultados não sejam os esperados suas apresentações e discussões devem ser feitas. As sugestões para melhoria do procedimento ou para evitar erros cometidos na prática devem ser incluídas aqui. As tabelas contendo dados de menor importância, que não são relevantes para as discussões, devem, preferencialmente, ser apresentadas nos Apêndices, para evitar informação desnecessária dentro do relatório.
5- CONCLUSÕES: se referem ao que pode ser extraído da atividade e considerações gerais / finais são mais abrangentes e dizem respeito a todo o processo. Em ambos os casos, devem ser abrangentes e gerais, mantendo uma ligação com os objetivos e com os resultados já apresentados.
6- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (segundo as normas da ABNT): atenção para o espaçamento na citação bibliográfica, entre as citações, ordem alfabética.
7- ANEXOS (se houver): formulários, questionários, etc.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Projeto genoma humano (05/09/2012)
Rede de cientistas cria "guia" do DNA
Na maior série de descobertas sobre o DNA humano desde a realização do projeto genoma humano em 2003, 442 cientistas em laboratórios de três continentes divulgaram nesta quarta-feira (5) um pacote de 30 estudos com várias descobertas.
Elas, que foram classificadas pela revista Nature como "guia para o genoma humano", vão das questões mais genéricas (o que é um gene?) às mais práticas (que apenas 20 mudanças genéticas podem estar por trás de 17 tipos de câncer aparentemente diferentes).
Os estudos fazem parte do projeto Enciclopédia dos Elementos do DNA (Encode, na sigla em inglês), de US$ 196 milhões (quase R$ 400 milhões). Seu objetivo é dar sentido à babel produzida pelo projeto do genoma humano — a sequência das 3,2 bilhões de bases químicas ou "letras" que formam o genoma humano.
"Nós compreendemos apenas uma pequena porcentagem das letras do genoma", explica Eric Green, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa sobre o Genoma Humano e que pagou pela maior parte do estudo.
Lista para o Homo sapiens
O Encode foi lançado em 2003 para desenvolver uma "lista de peças" completa para o Homo sapiens ao identificar e apontar a localização de todas as partes do genoma que fazem algo. "É um mapa de referência de todos os elementos funcionais no genoma humano", diz o geneticista Joseph Ecker, do Instituto Salk para Estudos Biológicos, de La Jolla, na Califórnia (EUA).
Os elementos mais bem conhecidos do genoma são os cerca de 21 mil genes que especificam quais proteínas são feitas por uma célula. O gene do receptor de dopamina produz receptores de dopamina em células do cérebro, por exemplo, e o gene da insulina produz insulina no pâncreas.
Só cerca de 1% do genoma, no entanto, codifica proteínas e o desafio da comunidade científica agora é descobrir a função dos outros 99% — que, durante anos, foram chamados de "DNA lixo", por não terem uma função. Ao examinar esta parte esquecida, os cientistas descobriram que cerca de 80% do DNA descartado pelas pesquisas executa ao menos uma função biológica nas células.
“Por vários anos, todo mundo ficou focado apenas no 1%. Encode olha para os outros 99%”, afirma Mark Gerstein, da Universidade de Yale, em Connecticut (EUA), que liderou uma das equipes do programa. “O ‘DNA lixo’ é realmente o principal responsável pelo funcionamento dos genes.”
Os cientistas encontraram, também, quatro milhões de “interruptores” que determinam quando e onde os genes são ligados ou desligados, conforme o tipo de célula. Estas "instruções", dizem os estudos, estão ligados a mudanças genéticas que causam de doenças cardíacas e diabetes até esclerose e distúrbios mentais. Entender, portanto, o funcionamento deste pedaço desconhecido ajuda a formar uma base genética das doenças e levar a novas terapias.
Por Sharon Begley
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